Ontem ao deitar queria ouvir o barulho da chuva, mas não choveu. Lembrei do banho de chuva que tomávamos no pátio do Ed. Guanabara. Cada um ia correndo para um canto da calha,onde a água jorrava mais forte.
Ninguém pensava que a água era suja, que estava fria ou que o cabelo ia ficar duro.
Depois da infância, o banho de chuva perde um pouco a magia...e é culpa nossa.
Na próxima chuva, esquecerei a vaidade e o descaso de ladoPerder a preguiça e deixar falar o tom alto da menina alegre e travessa.
Vou saír no sol com gotas de água que despencam do céu, e ali ficareiAndando, sentada, mergulhada na água quente e fria que cai... não importa da onde.
Não Vou sozinha!
Se a infância é o tempo que somos crianças
A criança é o tempo que escolhemos ser...
Vou levar comigo aquela guria que eu era, medrosa mas alegre.
Eu e minha infância, duas loucas, gritando e dançando na chuva!
Ora juntas num jogo sinérgico
Ora cada um por si embevecidas em seus devaneios e momentos próprios
Singulares!
Pudores, responsabilidades, o valor do OMO, como entrar em casa sem emporcalhar o piso,rancores, mágoas, nervos, estresse...isso tudo prometo não pensar!
Esquecer que isso tudo existe, só por um instante
Aproveitar a maravilha de me permitir a aproveitar os instantes
E voltar uma adulta ainda mais criança do que quando eu criança queria brincar de ser adulta.
Chuva que lava a minha alma que permite acontecer!
Chuva que cai do céu e me faça entender
Que eu sou apenas mais uma gota!
Tomarei um banho de chuva
Inebriada...
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