Standing outside the fire
sábado, 2 de abril de 2011
Desgusting
Haja criatividade para fazer uma diálogo perdurar mais do que uma cerveja. Vazio, imenso vazio envolvidos em embalagens tão chamativas. Sinto cada vez mais que as células dentro de mim atrofiam cada vez que tento ser social. Ser sociável em uma sociedade de indivíduos vazios exije que se tenha uma variedade de frases soltas que não precisam ser subentendidas. Eu não me importo se uma criatura agora se relaciona com a criatura da outra. Que sejam felizes Não dou a mínima se engordaram ou andam se drogando, deixa que cada um cuida do que é seu. Não me surpreende que a cantora infeliz que dança freneticamente lançou outro clipe, ela fala outra língua, vocês não notam que ela repete a mesma frase durante a música toda? Não acho que depois de uma semana de trabalho pesado as coisas se resolvem bebendo e beijando na boca. Não sei qual é a moral do energético, na minha época era só comprar drágeas nas farmácias ou até uma benzina. Não entendo o twitter e não tenho amigos virtuais, eu não consigo conversar com quem não pensa. Sim, é a idade... não vai passar eu sei. De certo serei apenas mais uma a reclamar da juventude perdida, da barbárie dos governantes e do preço da gasolina. Meu avô ficaria decepcionado comigo ao me ver numa mesa de bar. Mas... reprimo tudo o que penso e sorrio muito...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Amigos loucos e sérios
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Marcos Lara Resende
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Marcos Lara Resende
sexta-feira, 26 de março de 2010
Barulhinho de chuva nostálgico
Ontem ao deitar queria ouvir o barulho da chuva, mas não choveu. Lembrei do banho de chuva que tomávamos no pátio do Ed. Guanabara. Cada um ia correndo para um canto da calha,onde a água jorrava mais forte.
Ninguém pensava que a água era suja, que estava fria ou que o cabelo ia ficar duro.
Depois da infância, o banho de chuva perde um pouco a magia...e é culpa nossa.
Na próxima chuva, esquecerei a vaidade e o descaso de ladoPerder a preguiça e deixar falar o tom alto da menina alegre e travessa.
Vou saír no sol com gotas de água que despencam do céu, e ali ficareiAndando, sentada, mergulhada na água quente e fria que cai... não importa da onde.
Não Vou sozinha!
Se a infância é o tempo que somos crianças
A criança é o tempo que escolhemos ser...
Vou levar comigo aquela guria que eu era, medrosa mas alegre.
Eu e minha infância, duas loucas, gritando e dançando na chuva!
Ora juntas num jogo sinérgico
Ora cada um por si embevecidas em seus devaneios e momentos próprios
Singulares!
Pudores, responsabilidades, o valor do OMO, como entrar em casa sem emporcalhar o piso,rancores, mágoas, nervos, estresse...isso tudo prometo não pensar!
Esquecer que isso tudo existe, só por um instante
Aproveitar a maravilha de me permitir a aproveitar os instantes
E voltar uma adulta ainda mais criança do que quando eu criança queria brincar de ser adulta.
Chuva que lava a minha alma que permite acontecer!
Chuva que cai do céu e me faça entender
Que eu sou apenas mais uma gota!
Tomarei um banho de chuva
Inebriada...
Ninguém pensava que a água era suja, que estava fria ou que o cabelo ia ficar duro.
Depois da infância, o banho de chuva perde um pouco a magia...e é culpa nossa.
Na próxima chuva, esquecerei a vaidade e o descaso de ladoPerder a preguiça e deixar falar o tom alto da menina alegre e travessa.
Vou saír no sol com gotas de água que despencam do céu, e ali ficareiAndando, sentada, mergulhada na água quente e fria que cai... não importa da onde.
Não Vou sozinha!
Se a infância é o tempo que somos crianças
A criança é o tempo que escolhemos ser...
Vou levar comigo aquela guria que eu era, medrosa mas alegre.
Eu e minha infância, duas loucas, gritando e dançando na chuva!
Ora juntas num jogo sinérgico
Ora cada um por si embevecidas em seus devaneios e momentos próprios
Singulares!
Pudores, responsabilidades, o valor do OMO, como entrar em casa sem emporcalhar o piso,rancores, mágoas, nervos, estresse...isso tudo prometo não pensar!
Esquecer que isso tudo existe, só por um instante
Aproveitar a maravilha de me permitir a aproveitar os instantes
E voltar uma adulta ainda mais criança do que quando eu criança queria brincar de ser adulta.
Chuva que lava a minha alma que permite acontecer!
Chuva que cai do céu e me faça entender
Que eu sou apenas mais uma gota!
Tomarei um banho de chuva
Inebriada...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Entrevistar estagiários
Super sincera, prezados candidatos...
A vaga está aberta porque aqui se ganha pouco, faz-se pouco, aprende-se pouco e o tempo não passa.
Para esta vaga, precisamos de alguém que não questione muito, se vista bem, não tenha nenhum tipo de peréba visível aos que passam.
Há de ser hábil com o telefone, decorar uma sequência de três teclas para puxar uma ligação, em seguida despejar a frase cortês que identifica para onde a pessoa ligou. Logo, é preciso prestar muita atenção se é bom dia ou é boa tarde, dependendo do horário que seja.
Agora sim, escute atentamente tudo o que o cidadão disser e anote somente nomes próprios. Peça para aguardar e busquena listagem o ramal doo referido nome. Aperte a tecla FLASH, respire fundo e digite o ramal. A seguir, desligue o telefone ao primeiro sinal de chamada.
Se vier algué pessoalmente, siga o procedimento de ser cortês, identifique onde a pessoa está e siga com o bom dia ou boa tarde....
Não se preocupe com o que a pessoa está dizendo,apenas peça que aguarde ou diga que ele não se encontra no momento pois está em reunião....
Aqui dentro, muitas vezes vai exercitar sua invisibilidade. As pessoas passam e nao te olham, te pedem coisas mas nao sabem seu nome .... não se preocupe... é tradição!
Nao coma. Nao durma. Nao apoie os braçosna mesa e mantenha o sorriso e a postura~. Essencial: não pense muito.... pode atrapalhar as outras funçoes
Alémde tudo isso você ganhará um contracheque. Com ele vocêpode ir até a Renner efazer o cartão, se encher daqueles extratos de 9,90...
Vai ter conta em banco e cartãode débito, assim tdo inicio do mês vai poder comer Méqui no débito ... quase uma independencia financeira.
Seus pais vão ficar contente...
Mas para tudo isso, só precisamos que tenham mais de dois neurônios livres, que não pensem em funk, tamancos, di mattos e bondes....
Alguém se encaixa no perfil ou querem que eu desenhe?
Obrigada, entraremos em contato assim que tivermos o resultado ....
A vaga está aberta porque aqui se ganha pouco, faz-se pouco, aprende-se pouco e o tempo não passa.
Para esta vaga, precisamos de alguém que não questione muito, se vista bem, não tenha nenhum tipo de peréba visível aos que passam.
Há de ser hábil com o telefone, decorar uma sequência de três teclas para puxar uma ligação, em seguida despejar a frase cortês que identifica para onde a pessoa ligou. Logo, é preciso prestar muita atenção se é bom dia ou é boa tarde, dependendo do horário que seja.
Agora sim, escute atentamente tudo o que o cidadão disser e anote somente nomes próprios. Peça para aguardar e busquena listagem o ramal doo referido nome. Aperte a tecla FLASH, respire fundo e digite o ramal. A seguir, desligue o telefone ao primeiro sinal de chamada.
Se vier algué pessoalmente, siga o procedimento de ser cortês, identifique onde a pessoa está e siga com o bom dia ou boa tarde....
Não se preocupe com o que a pessoa está dizendo,apenas peça que aguarde ou diga que ele não se encontra no momento pois está em reunião....
Aqui dentro, muitas vezes vai exercitar sua invisibilidade. As pessoas passam e nao te olham, te pedem coisas mas nao sabem seu nome .... não se preocupe... é tradição!
Nao coma. Nao durma. Nao apoie os braçosna mesa e mantenha o sorriso e a postura~. Essencial: não pense muito.... pode atrapalhar as outras funçoes
Alémde tudo isso você ganhará um contracheque. Com ele vocêpode ir até a Renner efazer o cartão, se encher daqueles extratos de 9,90...
Vai ter conta em banco e cartãode débito, assim tdo inicio do mês vai poder comer Méqui no débito ... quase uma independencia financeira.
Seus pais vão ficar contente...
Mas para tudo isso, só precisamos que tenham mais de dois neurônios livres, que não pensem em funk, tamancos, di mattos e bondes....
Alguém se encaixa no perfil ou querem que eu desenhe?
Obrigada, entraremos em contato assim que tivermos o resultado ....
terça-feira, 23 de março de 2010
Um passeio por Drummond,cheguei à Bachelard
Revirando estantes, encontrei em meio à poeira um pequeno livro barganhado em um feira na Praça da Alfândega. Aleatoriamente cai em uma página marcada por uma dobra na orelha que dizia o seguinte...
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência, essa ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.!“
Logo lembrei das noites de sexta em que preparava um banquete regado a vinho. Sentava na rede da sala de estar, ao lado uma pilha de livros herdados da biblioteca de meu avô. Era o meu dia de solidão: gostava de estar sozinha,ler um bom livro, jogar cinza do cigarro no chão, curtir o vento entrando pela janela, escutar boa música olhando para o nada...
Algumas horas depois surgia a solidão. As cenas dos meus amigos nas festas, o que estariam eles fazendo, jogando uma sinuca, tomando cerveja na rua... quanto mais imaginava estas cenas, mais solidão sentia. Suspiro profundo, levantava da rede e ia colocar uma roupa para sair e encontrá-los. Enquanto me vestia me culpava por não ter aguentado a solidão. Mais uma vez fui vencida...
Minha mente criava fantasias de que lá fora estava a alegria...
Quando chegava à festa, descobria o que era a solidão... e aí sim doía. Estar sozinho em meio à multidão, descobrir que a solidão não é o que dói...
O que realmente machuca é a comparação. Comparar a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasia) dos outros, em festas cheias de risos... Essa comparação destrói porque nasce da inveja. Sofrer a dor real da solidão, aprender a estar só. A solidão verdadeira dói uma dor da qual lembramos e podemos sentir nos momentos verdadeiramente felizes. Mas não sofra a dor da comparação. Ela é imaginária.
As pessoas nem sempre estão felizes porque estão sorrindo,
nem sempre te amam pois ligaram,
nem sempre querem o seu bem pois te dão conselhos.
Para os que gostam da pilha de livros... Bachelard
É a obra mais solitária que li.
Ele diz que a chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade que se perde nas sombras.
Sempre que ele decide ficar só acende a chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhuma conversa fiada ou sorriso fácil para perturbar a verdade da sua alma.
É precisamente na ausência que a proximidade é maior.
Não, eu nao bebi ...
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência, essa ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.!“
Logo lembrei das noites de sexta em que preparava um banquete regado a vinho. Sentava na rede da sala de estar, ao lado uma pilha de livros herdados da biblioteca de meu avô. Era o meu dia de solidão: gostava de estar sozinha,ler um bom livro, jogar cinza do cigarro no chão, curtir o vento entrando pela janela, escutar boa música olhando para o nada...
Algumas horas depois surgia a solidão. As cenas dos meus amigos nas festas, o que estariam eles fazendo, jogando uma sinuca, tomando cerveja na rua... quanto mais imaginava estas cenas, mais solidão sentia. Suspiro profundo, levantava da rede e ia colocar uma roupa para sair e encontrá-los. Enquanto me vestia me culpava por não ter aguentado a solidão. Mais uma vez fui vencida...
Minha mente criava fantasias de que lá fora estava a alegria...
Quando chegava à festa, descobria o que era a solidão... e aí sim doía. Estar sozinho em meio à multidão, descobrir que a solidão não é o que dói...
O que realmente machuca é a comparação. Comparar a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasia) dos outros, em festas cheias de risos... Essa comparação destrói porque nasce da inveja. Sofrer a dor real da solidão, aprender a estar só. A solidão verdadeira dói uma dor da qual lembramos e podemos sentir nos momentos verdadeiramente felizes. Mas não sofra a dor da comparação. Ela é imaginária.
As pessoas nem sempre estão felizes porque estão sorrindo,
nem sempre te amam pois ligaram,
nem sempre querem o seu bem pois te dão conselhos.
Para os que gostam da pilha de livros... Bachelard
É a obra mais solitária que li.
Ele diz que a chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade que se perde nas sombras.
Sempre que ele decide ficar só acende a chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhuma conversa fiada ou sorriso fácil para perturbar a verdade da sua alma.
É precisamente na ausência que a proximidade é maior.
Não, eu nao bebi ...
terça-feira, 16 de março de 2010
bolo e guaraná

Hoje seria teu aniversário...
Quando acordei, lembrei das manhãs em que escutava tu abrir a porta, beijar minha testa, tirando cuidadosamente os cabelos sobre meu rosto, ajeitando as cobertas e depois saindo do quarto na ponta dos pés...
Eu fingia que dormia, pai.
Ainda escuto teus passos ecoando na minha memória, vindo perto da cama... Mesmo de olhos fechados eu ficava imaginando teu rosto ao me olhar com tanto amor, quase uma devoção,como se eu fosse um anjinho dormindo. Quando sentia a porta fechar, eu suspirava e mesmo depois de grande, ganhava a mesma sensação de paz que sentia quando era pequena e tu vinhas tirar os monstros debaixo da cama.
Estava envolvida numa cápsula protetora... Feita de amor, zelo ou qualquer coisa que o valha.
Eu sempre achei meu pai o homem mais bonito de todos os homens, o mais inteligente, o mais sábio, o mais feliz... Gostava de ver que me olhavasc om orgulho, com aquela sensação de dever cumprido, eu, sua semente germinada, seu fruto favorito, sua flor mais bem cuidada.
Lembro ainda, pai, das brincadeiras nas madrugadas de sábado, dos sermões intermináveis, do seu remorso depois.
Eu me aproveitava dos seus remorsos para pedir coisas que queria, só para sentir que, apesar das minhas teimosias, você me amava acima de tudo e sempre me perdoava.
No fim acabava achando graça...
Com essas lembranças, sinto ainda vontade de ir contigo para a "Terra do Nunca Crescer", onde as lágrimas são de manha, de mimo, de dengo ...
Hoje sou fruto maduro, uma planta crescida, uma flor toda aberta num jardim onde passa tanta gente.. queria que estivesse aqui para ver tudo isso... para te contar o quanto eu vivi, tudo o que fiz, todas as dúvidas....
Não estou infeliz, pai. Apenas sinto saudade... Sinto falta de você ao meu lado como antes.
Nenhum outro homem marcará tanto a minha vida como você já marcou.
Ninguém invadirá este lugar em mim onde para sempre você há de morar e onde sempre morou.
Sempre serás o meu herói meu melhor amigo o motivo das minhas conquistas e a razão para o meu choro de criança...
...
Pai abrace as minhas lembranças e todo o meu amor.
Quando acordei, lembrei das manhãs em que escutava tu abrir a porta, beijar minha testa, tirando cuidadosamente os cabelos sobre meu rosto, ajeitando as cobertas e depois saindo do quarto na ponta dos pés...
Eu fingia que dormia, pai.
Ainda escuto teus passos ecoando na minha memória, vindo perto da cama... Mesmo de olhos fechados eu ficava imaginando teu rosto ao me olhar com tanto amor, quase uma devoção,como se eu fosse um anjinho dormindo. Quando sentia a porta fechar, eu suspirava e mesmo depois de grande, ganhava a mesma sensação de paz que sentia quando era pequena e tu vinhas tirar os monstros debaixo da cama.
Estava envolvida numa cápsula protetora... Feita de amor, zelo ou qualquer coisa que o valha.
Eu sempre achei meu pai o homem mais bonito de todos os homens, o mais inteligente, o mais sábio, o mais feliz... Gostava de ver que me olhavasc om orgulho, com aquela sensação de dever cumprido, eu, sua semente germinada, seu fruto favorito, sua flor mais bem cuidada.
Lembro ainda, pai, das brincadeiras nas madrugadas de sábado, dos sermões intermináveis, do seu remorso depois.
Eu me aproveitava dos seus remorsos para pedir coisas que queria, só para sentir que, apesar das minhas teimosias, você me amava acima de tudo e sempre me perdoava.
No fim acabava achando graça...
Com essas lembranças, sinto ainda vontade de ir contigo para a "Terra do Nunca Crescer", onde as lágrimas são de manha, de mimo, de dengo ...
Hoje sou fruto maduro, uma planta crescida, uma flor toda aberta num jardim onde passa tanta gente.. queria que estivesse aqui para ver tudo isso... para te contar o quanto eu vivi, tudo o que fiz, todas as dúvidas....
Não estou infeliz, pai. Apenas sinto saudade... Sinto falta de você ao meu lado como antes.
Nenhum outro homem marcará tanto a minha vida como você já marcou.
Ninguém invadirá este lugar em mim onde para sempre você há de morar e onde sempre morou.
Sempre serás o meu herói meu melhor amigo o motivo das minhas conquistas e a razão para o meu choro de criança...
...
Pai abrace as minhas lembranças e todo o meu amor.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Listening Eu que não sei nada do mar
Típico dia "quintafeirístico"
Nublado. Cores em escala de cinza, impresso em rascunho rápido.
Entre as folhas de papel A4 sigo buscando o encaixe perfeito entre as letras...
Ontem, antes de pegar no sono escutava o Jornal e a interminável discussão para redistribuição de royalties.
Os Estados produtores teriam mais direito?
Desde que me tornei um ser pensante sei que petróleo não se produz, se extrai portato não isso nao deveria nem entrar em discussão.
Já que não existem estados produtores, e sim EXTRATORES, quem é responsável pela extração é a União, detentora, segundo um tal documento, Constituição Federal, sabem o que é isso?
Segundo a Constituição os recursos naturais são de responsabilidade da União.
Mas o Lula não leu "esse livrinho" e segue dando discursos com enxurradas de palavras que de certa forma camuflam a falta de conteúdo.
Falou durante 25 minutos e eu , escutando atentamente, babaca, cheguei a conclusão de que este meu funcionário, contratado para ser meu representante lá por cima, precisa refletir e muito sobre a falta de idéias.
É a incrível arte de falar muito sem dizer nada ....
Nublado. Cores em escala de cinza, impresso em rascunho rápido.
Entre as folhas de papel A4 sigo buscando o encaixe perfeito entre as letras...
Ontem, antes de pegar no sono escutava o Jornal e a interminável discussão para redistribuição de royalties.
Os Estados produtores teriam mais direito?
Desde que me tornei um ser pensante sei que petróleo não se produz, se extrai portato não isso nao deveria nem entrar em discussão.
Já que não existem estados produtores, e sim EXTRATORES, quem é responsável pela extração é a União, detentora, segundo um tal documento, Constituição Federal, sabem o que é isso?
Segundo a Constituição os recursos naturais são de responsabilidade da União.
Mas o Lula não leu "esse livrinho" e segue dando discursos com enxurradas de palavras que de certa forma camuflam a falta de conteúdo.
Falou durante 25 minutos e eu , escutando atentamente, babaca, cheguei a conclusão de que este meu funcionário, contratado para ser meu representante lá por cima, precisa refletir e muito sobre a falta de idéias.
É a incrível arte de falar muito sem dizer nada ....
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