sábado, 6 de março de 2010

para uma amiga após desabafo de sexta

Desconstruções, por Martha Medeiros


Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma.
É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.

Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.

Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé

sexta-feira, 5 de março de 2010

novo

Resolvi novamente atualizar o blog...

Não que eu tenha algo muito importante a dizer, talvez tenha apenas uma vontade imensa de escrever algo que não sejam ofícios, processos ... poder usar as reticências, ah que saudade!

é na realidade hoje nao tenho nada a dizer ....

vou esperar com pizza
e o tempo não passa...

e eu amo tannnto o natal

Lá vem o desgraçado do Papai Noel de novo. Tira ele daqui, tirem os tules vermelhos, bolinhas coloridas e aquele velho escroto pendurado das vitrines das calçadas. O espírito natalino conseguiu baixar até o IPI dos móveis para que as pessoas comprem tudo novo para a ceia de natal.
Na verdade Papai Noel existe sim: é um grande bancário com sede no Pólo Norte que cria uma espécie de barbárie ignorante a cada final de ano e promove isto sem precisar gastar em marketing pessoal. Este ano resolveu mandar um ofício ao nosso Presidente a fim de garantir que mesmo com a crise as pessoas comprem cada vez mais iludidas com a baixa nos impostos.
Sim, até Papai Noel está preocupado com as crises nas bolsas de valores dos EUA e para isto andou criando novas promoções, pague em até 20 vezes, 30 meses, pague só no outro Natal e até já deve ter sido lançado o consórcio do Peru Sadia.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Quando te encontrei
Queria te levar
ficar mais perto

Quando te avistei
mal pude perceber
duas mãos a deslizar

E quem poderia
Tentar prever
Que o mais obscurso dos dias iria
me trazer você

terça-feira, 28 de agosto de 2007

vento...

Falar que bom quando é pra ti
Sonhar faz a vida mais feliz
E as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto estão no teu olhar

Cantar
Que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso também me faz sorrir
Ó estrela não deixe de brilhar
Mesmo que tão longe sei que ela está lá

E mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá

Transformando a noite em dia
Tristezas em alegria
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais

Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
E se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Mas somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,

Tem certas coisas que eu não sei dizer...
E digo.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

nada vai me faltar?

Nada Te Faltará
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina e Antônio Villeroy

Pra onde vamos
As vans, carros e bicicletas?
Certezas avessas
Comércio de guerra...Legado de merda

Mais de um bilhão de chineses
Marchando sem deuses
E outros descalços
Fazendo sapatos...
Pra nobres e ratos
Sobe do solo
A nuvem de óleo com cheiro De enxofre queimado
Fudendo com os ares...E outras barbáries

Quero mudança total,uma idéia genial
A ciência e o amor
A favor do futuro
Quero o claro no escuro

Peço paz aos filhos de abraão
Quero gandhi na melhor versão
E nada vai me faltar, e nada te faltará
E nada vai me faltar, e nada te faltará

Pra onde seguem os barcos?Os homens, suas trilhas
Seus filhos e filhas
No pau da miséria?Um pico na artéria

As mulheres pedintes perdidas
Que já quase loucasDividem o frio da noite
Com as drags, as mães e os "carregues"

Meninas sangrando na boca
E no meio das pernas
No meio da noite
Tomando caceteS
em dente, sem leite

Quero respeito
Os humanos direitos
Fazendo pensar os pilares
De uma nova era
Que não seja quimera

Peço paz aos filhos de abraão
Quero gandhi na melhor versão
E nada vai me faltar, e nada te faltará
E nada vai me faltar, e nada te faltará